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Enfermagem realiza evento com o tema “Luta Antimanicomial”

O Movimento da Luta Antimanicomial se caracteriza em apoiar e enaltecer os direitos das pessoas com sofrimento mental. Baseado nessa luta, os alunos do 7º e do 9º períodos, acompanhados da professora Marcela Nolasco, do curso de Enfermagem do UNIPAC Barbacena, organizaram um evento para debater o tema na última segunda-feira (14/05). A plateia foi composta por acadêmicos da área da saúde, professores e apoiadores da causa.

Foi realizado um talk show, composto por palestrantes que explanaram sobre as perspectivas e os desafios na sua área de atuação frente ao funcionamento das residências terapêuticas em Barbacena, bem como o encaminhamento dos pacientes. Em seguida, o público pode fazer perguntas. As palestras fizeram parte do aprendizado das disciplinas de Saúde Mental e Drogas Psicoativas: educação e redução de danos. Participaram da mesa redonda a coordenadora do curso de Psicologia, professora Kennya Azevedo, a enfermeira da Fhemig Maria Ângela Rodrigues Farias, o enfermeiro Enoque Alves Siqueira e Tânia Cristina de Paula. O evento também contou com a presença de pacientes que moram nas residências terapêuticas de Barbacena.

“O evento buscou favorecer a aquisição de conhecimento acerca das residências terapêuticas e as políticas de saúde mental. No debate, foram elencados problemas encontrados no processo de desinstitucionalização, bem como desafios para os profissionais de saúde mental frente ao cuidado prestado ao paciente. Contou com uma discussão com dois pontos de vista divergentes a respeito da reforma psiquiátrica, que é fundamental para o rompimento e a construção de paradigmas sobre o modelo hospitalocêntrico. Com esse evento, buscamos discutir propostas que visem a construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária”, relatou a professora Marcela Nolasco, do curso de Enfermagem.

 

Residências terapêuticas

De acordo com o Ministério da Saúde, as residências terapêuticas são alternativas de moradia para pessoas que estão internadas há anos em hospitais psiquiátricos por não contarem com suporte adequado na comunidade. Além disso, podem servir de apoio a usuários de outros serviços de saúde mental, que não contem com suporte familiar e social. Elas foram criadas pelo Ministério da Saúde com o objetivo de desinstitucionalizar e efetivar a reintegração de doentes mentais graves na comunidade.