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UNIPAC/FUPAC adere à campanha Janeiro Branco

A FUPAC/UNIPAC, em apoio à campanha Janeiro Branco, com o propósito de conscientizar a população quanto à importância da Saúde Mental, transcreve a seguir um texto adaptado pelo Médico do Trabalho, Dr. Leonardo Gomes Cosenza.

O Janeiro Branco é uma campanha na qual psicólogos, médicos e outros profissionais da saúde se mobilizam para levar mensagens às pessoas e instituições públicas e privadas, incentivando-os a reflexões sobre seus pensamentos, comportamentos e relacionamentos.

A vida humana, cotidianamente, é estruturada em torno de questões mentais, sentimentais e emocionais e carece portanto de um autoconhecimento e de uma psicoeducação, com o objetivo de atingir uma saúde mental, individual e coletiva.

Os ensinamentos podem ser difundidos e os bons exemplos partilhados para que as violências sejam reparadas e impedidas e as dores evitadas. “Por um mundo melhor e uma humanidade com mais amor e mais responsabilidade em relação a si mesma e em relação a cada uma das suas partes”.

Em resumo, a Campanha Janeiro Branco tem os seguintes objetivos:

Ser o mês de janeiro um marco temporal para que as pessoas reflitam e efetivem ações em prol da Saúde Mental e Emocional;

Incentivar as pessoas a pensarem a respeito de suas vidas e seus relacionamentos;

Chamar a atenção das instituições sócio educacionais, públicas e privadas para cultura da Saúde Mental;

A Campanha pretende ser gratuita, desburocratizada, social e humanística, voluntária, multidisciplinar, caracterizada pela pluralidade de temas ligados aos universos da Saúde Mental e Emocional. 

A seguir mencionamos algumas situações que podem motivar uma avaliação clínica e psicológica:

– se na sucessão dos dias a pessoa não vê graça e nem sentido de ao sair da cama e fazer várias coisas que a vida, o mundo e as pessoas esperam de sí;

– se você percebe que seus sentimentos, pensamentos ou comportamentos estão lhe provocando prejuízos pessoais ou sociais, angústias ou tristezas das quais você não consegue se livrar;

– se seu relacionamento com você mesmo e com as outras pessoas não ocorre mais de uma maneira capaz de produzir bons sentimentos e realização pessoal;

– se a sua relação com o trabalho gera angústia e sofrimento ao invés de orgulho e sensação de realização profissional;

– se seu relacionamento afetivo com a família tornou-se conflituoso, difícil e angustiante;

– se suas expectativas em relação ao seu futuro pessoal ou profissional forem pessimistas;

– se a sua sexualidade forem motivos de angústia ou ansiedade;

– se traumas, lembranças e memórias da sua própria vida forem motivos de sofrimento no presente e desesperança em relação ao futuro;

– se a família, o relacionamento afetivo ou o trabalho ou qualquer outra situação da sua vida lhe exigir uma decisão muito difícil de ser tomada;

– se acontecimentos novos, inesperados e dolorosos deixaram-lhe com uma sensação interminável de impotência, tristeza ou angústia;